Novos Campos no CT-e e MDF-e: Guia para Emissões sem Rejeição em 2026

MDF-e

Em 2026, o XML do seu transporte não é mais apenas um registro burocrático; ele é um fiscal silencioso em tempo real. Se o seu CT-e ou MDF-e não estiver calibrado para a nova “língua” do fisco, seu caminhão não sai do pátio. O documento fiscal agora cruza automaticamente dados de pagamento, seguros e tributos no exato momento da emissão.

Este guia detalha as mudanças obrigatórias da Nota Técnica 2025.001 que entraram em vigor neste mês. Vamos mostrar o que você deve conferir antes de apertar o botão “emitir” para garantir que sua mercadoria chegue ao destino sem escalas indesejadas na fiscalização.

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O Cenário de Rigor Fiscal: Por que 2026 Mudou o Jogo?

A virada do ano trouxe mais do que novos impostos; trouxe uma nova arquitetura de fiscalização digital.

  • Integração Total: A partir de janeiro de 2026, os documentos eletrônicos (CT-e e MDF-e) passaram a ser o canal obrigatório para o destaque individualizado da CBS e do IBS. O XML agora é a prova cabal de que a sua empresa está operando dentro da nova regra do IVA Dual.
  • Fim das Validações Manuais: Esqueça a ideia de que “depois a gente resolve”. A SEFAZ e a ANTT agora utilizam filtros automáticos que rejeitam o manifesto instantaneamente caso informações de seguros ou de piso mínimo de frete não estejam coerentes. A conformidade passou a ser binária: ou o XML está perfeito, ou a carga está parada.
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Táticas para Emissões Impecáveis na Nota Técnica 2025.001

1. NCM Obrigatório no MDF-e: Identificação Cirúrgica

Cargas de lotação sem a informação do produto predominante via NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul) serão rejeitadas imediatamente pelo sistema.

Para operações de carga dedicada, é obrigatório preencher o campo prodPred. Isso permite que o fisco tenha clareza total sobre a natureza da mercadoria, evitando divergências entre o que foi faturado na nota fiscal e o que está fisicamente no caminhão. Se o seu sistema de expedição não puxar o NCM corretamente, seu manifesto não será autorizado.

2. Transparência no Pagamento: Dados Bancários e CIOT

O MDF-e agora exige que o fluxo financeiro seja declarado de forma explícita. O segredo é o preenchimento correto dos campos bancários e do novo componente “Frete”.

É indispensável informar a forma de pagamento (PIX, conta bancária, etc.) e o CIOT, especialmente quando houver contratação de transportador autônomo (TAC). O sistema da SEFAZ validará essas informações para garantir o cumprimento do Piso Mínimo de Frete em tempo real. Erros aqui não geram apenas rejeição, mas podem disparar alertas de malha fina financeira.

3. Integração com Seguros: A Trava de Segurança em 2026

O manifesto agora “conversa” com a seguradora antes da viagem começar. Em 2026, novas regras de validação cruzam os dados do MDF-e com as informações dos seguros obrigatórios (RCTR-C e RC-DC) para aferir a idoneidade da transportadora. Documentos sem essa consistência geram autos de infração automáticos. A conformidade do seguro agora é validada no ato da autorização do MDF-e.

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O Ponto de Vista Inovar Sul: Tecnologia que Blinda seu Faturamento

Para a Inovar Sul, um caminhão parado por erro de XML é inaceitável. Nossa equipe em Santa Catarina e nossas unidades em Osasco e Limeira utilizam sistemas TMS de ponta, já plenamente adaptados à NT 2025.001.

Realizamos auditorias automáticas pré-emissão. Nosso sistema valida os campos de IBS/CBS, NCM e seguros antes mesmo de enviar o documento à SEFAZ. Isso garante que, enquanto o mercado sofre com rejeições sistêmicas e atrasos neste início de 2026, nossos clientes mantenham a fluidez total das suas entregas. Ter a Inovar Sul como parceira significa que a tecnologia trabalha para evitar o erro humano na expedição.

Perguntas Frequentes (FAQ)

O que acontece se eu esquecer o NCM no MDF-e?

O documento será rejeitado pelo sistema da SEFAZ para cargas de lotação. Isso impede a circulação legal da carga até que o erro seja corrigido e o manifesto reemitido, o que pode causar atrasos significativos na entrega final.

O split payment afeta a emissão do documento? 

Sim. O valor destacado de IBS e CBS deve estar rigorosamente correto no XML para que as instituições financeiras façam a segregação automática do imposto no momento da liquidação do frete. Dados incorretos impossibilitam o pagamento via banco.

Meu sistema ainda não atualizou para 2026, posso emitir no modelo antigo? 

Não. A SEFAZ exige o novo layout para aprovação dos documentos em ambiente de produção desde o início de 2026. O modelo antigo perdeu a validade jurídica para novas emissões; a conformidade com a NT 2025.001 é obrigatória.

Conclusão: Burocracia Eficiente como Ativo Estratégico

O sucesso logístico em 2026 depende de três pilares técnicos: atualização rigorosa de sistemas para a NT 2025.001, precisão absoluta no cadastro de dados (NCM e pagamentos) e integração nativa com seguros.

Escolher um parceiro que já superou a curva de aprendizado da Reforma Tributária e das novas normas da ANTT é o que garante a tranquilidade do lojista e o cumprimento de prazos. Não deixe que a burocracia trave o seu crescimento.

Erros de emissão custam caro em 2026. Não deixe que a falta de um campo no CT-e trave suas vendas de início de ano. Converse com os especialistas da Inovar Sul e descubra como nossa tecnologia de emissão blindada protege seu fluxo de entregas.

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