Em 2026, o imposto não espera mais o dia 20 do mês seguinte para ser pago; ele é recolhido no segundo exato em que o frete é liquidado. O Split Payment transforma o banco em um fiscal ativo que separa a parte do governo antes mesmo de o dinheiro tocar a conta da sua transportadora.
Vamos desvendar o mecanismo que estreia neste mês de janeiro, como ele afeta sua liquidez imediata e quais ajustes você precisa fazer para não perder o controle do fluxo de caixa.
Leia também: Tendências NRF 2026: O Futuro da Logística no Varejo Brasileiro
O que é o Split Payment e por que ele estreia em Janeiro de 2026?
O mecanismo consiste na segregação e recolhimento automático dos valores de IBS e CBS pelas instituições financeiras na liquidação das transações de transporte. Em janeiro de 2026, a alíquota de teste de 1% (0,9% CBS + 0,1% IBS) inicia o treinamento dos sistemas bancários e das transportadoras.
Táticas para Gerir o Fluxo de Caixa na Era do Split Payment
1. O Fim da “Flutuação” do Caixa
Muitas empresas usavam o imposto retido até o vencimento da guia como capital de giro temporário. Em 2026, essa “folga” desaparece. A solução é uma revisão imediata das reservas de liquidez, pois o valor líquido recebido será menor do que em 2025.

2. Conciliação Bancária 4.0
É fundamental implementar sistemas de gestão que façam o “de-para” automático do Split Payment. Seu financeiro deve conciliar o valor bruto do frete com o valor líquido e o comprovante de recolhimento automático emitido pelo banco.
3. Auditoria de Créditos em Tempo Real
O “pulo do gato” em 2026 é a velocidade: como o imposto é pago na saída, a recuperação de créditos sobre combustíveis e manutenção precisa ser tão rápida quanto a retenção para não asfixiar o caixa.
Gostando deste conteúdo? A conversa continua no Instagram.
Quer ver como o Split Payment funciona na tela do sistema? Siga a Inovar Sul no Instagram. Postamos pílulas informativas e demonstrações práticas sobre a Reforma Tributária 2026 para ajudar sua gestão financeira.
Seguir a Inovar SulO Ponto de Vista Inovar Sul: Transparência Financeira
Na Inovar Sul, entendemos que a eficiência logística caminha junto com a saúde financeira. Nossas unidades em Osasco (SP) e Limeira (SP) já operam com integração bancária total para o Split Payment.
Além disso, nossa central em Imbituba (SC) adaptou os processos de faturamento para que o destaque de CBS e IBS no CT-e seja preciso, garantindo que a retenção automática pelo banco ocorra sem erros e protegendo o crédito tributário dos nossos clientes.
Perguntas Frequentes (FAQ)
O Split Payment retém o valor total do frete?
Não. Ele retém apenas a parcela correspondente aos impostos IBS e CBS destacados no documento fiscal.
Como fica o pagamento do motorista autônomo (TAC)?
O mecanismo também se aplica, mas o TAC conta com créditos presumidos para equilibrar a operação.
O banco cobra taxa para a retenção?
O Split Payment é uma obrigação legal das instituições; o foco deve ser na integração do seu TMS para ler esses dados automaticamente.
Conclusão: O Fluxo de Caixa Inteligente em 2026
O Split Payment não é um novo imposto, mas uma nova forma de pagar. O desafio real é a gestão da liquidez. O planejamento antecipado e o uso de tecnologia são as únicas formas de manter a transportadora rentável sob este novo regime.
Não seja pego de surpresa pela falta de liquidez. Converse com os especialistas da Inovar Sul agora mesmo.
